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20.2.12

Alex Brito


Alex Brito, upload feito originalmente por Ronai Rocha.

Mecânico nas horas de trabalho, satirista e carnavalesco em fevereiro, Alex Brito é um dos tantos responsáveis pela tradição do carnaval de Lavras do Sul, Rs.

28.5.11

Balonismo 2011. Uma avenida espera uma cidade

Não me recordo agora do nome do conjunto habitacional que está na foto. Ele está sendo terminado. Localiza-se na rua Venâncio Aires, na margem do Arroio Cadena. É possível entrever os rumos de crescimento da cidade por ali, não? Fico lembrando daqueles jogos antigos, tipo Sim City. Se a gente coloca uma avenida grande num local, espera que por ali a cidade cresça. A avenida está ali, sem anda ao redor, ainda. Há também um gigantesco conjunto habitacional, rodeado por árvores, como se vê. Coisa boa, não? Mas por ora ninguém mora ali.

7.5.11

Liberando da rede


Liberando da rede, upload feito originalmente por Ronai Rocha.

Na tradição do budismo, em especial do budismo tibetano, as aves são tomadas como símbolos do desejo.
Na tradição do anilhamento, que é uma atividade regulada pelos critérios da racionalidade científica, as aves aprisionadas pelas redes, devem ser avaliadas, medidas, identificadas. Mas devem ser devolvidas ao ambiente em que vivem o mais rapidamente possível. Os humanos tecem redes infinitamente mais ambíguas do que essas, é certo. Mas no fundo, no fundo, elas tecelagens devem se inspirar em intuições como essas do budismo tibetano: as aves podem ser tomadas como símbolos do desejo; no cantinho de cada um de nós mora um pássaro, não?

Como segurar o passarinho


Como segurar o passarinho, upload feito originalmente por Ronai Rocha.

Se você teve a sorte de um passarinho cair na sua rede, segure-o gentilmente. "Gentilmente" quer dizer exatamente isso: não o aperte demais, pois, no limite, ele pode morrer por sufocação; não seja descuidado, frouxo, pois ele poderá fugir. Aprender como se deve segurar um passarinho é uma das mais belas metáforas sobre como devemos levar nossas vidas relacionais. Observar aves é praticar uma reflexão e um encantamento pela vida, não?

1.5.11

A intimidade da pera


Pera, upload feito originalmente por Ronai Rocha.

Tirei o primeiro de maio, chuvoso domingo, para fotografar a intimidade de algumas frutas.

8.5.08

Mudou-se

"Coisas do Campo" mudou-se para http://ronairocha.wordpress.com
Infelizmente, a emenda e melhoria que eu pretendi fazer foi pior que o soneto, e por isso decidi experimentar o wordpress. Bem que o Gilson avisou...
Movi para o novo blog o material mais longo que estava postado aqui. Não pude mover os comentários, e por isso deixo esse "Coisas" por aqui mesmo, do jeito que está.
Assim, para seguir com as coisas do campo, clique aqui.

20.4.08

Prof. Gilberto Aquino Benetti

O Prof.  Gilberto Aquino Benetti, ex-reitor da UFSM, faleceu. O velório será realizado em Santa Maria, na segunda-feira, dia 21.
Tive o privilégio de trabalhar em uma equipe dirigida por Gilberto Aquino Benetti durante os quatro anos de seu reitorado. Nessa hora a gente fica pensando em tentar dizer algo adequado sobre sua importância na história da UFSM. Ele inaugurou um novo período na história da universidade, no qual se procurava conciliar as demandas de democratização com as exigências específicas do trabalho universitário. Mas é difícil contar essa história agora e em poucas linhas. Naquele período, no final dos anos oitenta, nasceu entre nós não apenas uma amizade profunda, daquelas que valem para todas as horas e que sobrevivem a longas ausências, mas um sentimento de irmandade no que diz respeito a ideais acadêmicos e humanos. A morte de Benetti, em plena atividade profissional vinculada a esses ideais acadêmicos e humanos, é vivida não apenas como momento de profunda dor e tristeza pela perda de sua presença entre nós, mas como ocasião para que a gente renove, em sua memória, o espírito desses valores que ele nos ensinava em cada dia de convivência.

14.4.08

Uenebê

Na Uenebê os estudantes que ocupavam a Reitoria por onze dias, pedindo "que se vayan todos", depois de avaliar a vitória - Timóteo, Mamiya e demais saíram - resolveram ficar. Agora querem o paritário. O novo reitor, temporário, a ser nomeado pelo Ministro, pode ficar sem o gabinete.
Na esteira da Uenebê e da crise das fundações de apoio o movimento estudantil universitário, que andava meio parado, ganhou uma bandeira: pelo paritário.
Já vi esse filme, morri umas quantas vezes. 
"Lá se vai meu xale outra vez", dizia a Rainha Louca.


"Na cidade gaúcha de Santa Maria..."

Alguns leitores do blogue reclamaram que foram comprar a Época nas bancas na tarde de hoje e havia sido um rapa maior do que a Rolling Stone do Padre Lauro, não havia uma só para contar o causo. Conto o causo, ou melhor, deixo por conta da revista, o trecho mais importante:
"Na cidade gaúcha de Santa Maria, o Prefeito Valdeci Oliveira (PT) contratou sem licitação o Idort para prestar 'consultoria administrativa e financeira' ao município. Pagou pelo serviço R$560 mil. Segundo a própria prefeitura de Santa Maria, o Idort mandou oito consultores para a cidade. Entre eles estava Eduardo Grin, funcionário da Intercorp e braço direito de Luís Lima na empresa. A Prefeitura de Santa Maria disse não saber se o Idort subcontratou a Intercorp, mas Grin afirmou a Época que nunca foi funcionário do Idort. Entre 1999 e 2003, ele foi funcionário registrado da Intercorp."
O Idort é uma empresa veneranda, de mais de setenta anos de praça, e tem no seu conselho consultivo até o Antonio Ermínio de Morais.
Veja como ela se apresenta:
"Somos a primeira empresa de treinamento corporativo do Brasil que, com seu pioneirismo, transformou tradição em inovação.

Fundada em 1931 por um grupo de intelectuais, educadores e empresários em resposta a crise de 1929, introduziu no Brasil o planejamento, a pesquisa e métodos de trabalho que somente eram vistos nos países desenvolvidos da época.

Há mais de 70 anos, o IDORT, uma instituição de caráter educativo, científico-cultural, de fins não econômicos, contribui para o desenvolvimento e a qualificação da administração pública e privada no Brasil

Para isso, utiliza os métodos e tecnologias mais recentes, adequadas à realidade brasileira e à economia global, além de ser a maior empresa provedora de conteúdos do Brasil e possuir um dos maiores quadros de consultores de reconhecimento internacional."

Veja agora a apresentação que a Intercorp faz de si mesma:
"Desde 1993, a Intercorp trabalha ajudando grandes corporações a fomentar suas capacidades de gerenciamento e inovação, tornando-as mais inteligentes, capazes de competir em um mercado cada vez mais dinâmico e cheio de incertezas.  Ao longo desses anos de trabalho e intensa vivência em ambientes organizacionais complexos, estudamos, desenvolvemos e aplicamos conceitos, métodos e instrumentos para o desenvolvimento da competitividade. Contudo, entendemos que para acompanhar o ritmo das mudanças, não basta dominar conceitos e se adaptar às novas realidades; é preciso criar novos paradigmas, novas formas de gestão, de comunicação, de relacionamento, de produção e de aplicação de conhecimento – é preciso INOVAR. É essa convicção que orienta o trabalho da Intercop e que faz com que estejamos sempre à frente, aliando o tradicional ao novo; buscando, incessantemente, novas formas de auxiliar as organizações a produzir inovações e potencializar a sua capacidade competitiva."
O que a imprensa anda investigando é o fato dos diretores das duas instituições negarem haver relações entre elas.
O que me deixa curioso e cheio de dúvidas é essa história de "grandes corporações" e "mercado dinâmico". 
Vou ali carnear uma ovelha.

Novas regras

A patronagem de Brasília resolveu baixar novas regras para o funcionamento das fundações. A portaria sai amanhã no Diário Oficial. Uma das novidades, parece, é que os Consus vão ter que dar mais palpites. 
Enquanto isso os estudantes da UNB fincam pé no paritário. Tive que tirar a postagem sobre o voto paritário por causa de um virus anexado ao comentário que alguém deixou. Quando der, volto ao tema.

Época

A revista Época desta semana traz uma matéria sobre a Finatec e suas relações com o consultor Luis Lima e sua empresa Intercorp que tem relações com outra fundação, o Idort, que tem relações com prefeituras e consultorias. E tudo isso veio dar em Santa Maria, também, cuja prefeitura fez um contrato de uns 500 pilas com o seu Luís, um pensador gaúcho radicado em Brasília. A ver. Vai dar o que falar.

Mamiya

Precisei remover a postagem sobre a UNB e Mamiya, por causa do comentário, que levava a uma página com virus. Mais adiante volto ao tema.

13.4.08

Um outro mundo (II)

Com essa conversa aqui debaixo sobre a chinesada me esqueci de contar o causo: pois em Santa Maria, daqui a uns dias, vai acontecer um Forum Mundial da Educação. Daí o assunto dos sonhos e a guerra dos slogans:
a) um outro mundo é possível;
b) um mundo, um sonho;
c) um mundo, muitos sonhos;
d) se você está preso no sonho de outro, está perdido.
A primeira alternativa é do Forum Social Mundial; a segunda é o lema olímpico de Pequim; a terceira é dos opositores a Pequim; a quarta é de Gilles Delleuze. 
Qual será a de Santa Maria? Vou ver se descubro.

Um outro mundo

A Folha de hoje traz um artigo de Slavoj Zizek intitulado "O Tibete não é tudo isso". O artigo dá o que pensar. Ele questiona os lugares comuns que a imprensa veicula sobre os "fatos recentes no Tibete", a saber, aqueles relacionados com a ocupação do Tibete pela China. Zizek enfatiza as medidas de modernização tomadas pela China, diante de um país "feudalista", ao ponto de dizer que "nunca, em toda a história, os tibetanos medianos desfrutaram de um padrão de vida comparável ao que têm hoje." Na parte em que discute a espiritualidade tibetana diz que há hoje um "fascínio pelo Tibete" que o converte em uma "entidade mítica sobre a qual projetos nossos sonho. Assim, quando as pessoas lamentam a perda do autêntico modo de vida tibetano não estão, na verdade, preocupada com os tibetanos reais. O que querem dos tibetanos é que sejam autenticamente espirituais por nós em lugar de nós mesmos o sermos, para continuarmos a jogar nosso desvairado jogo consumista".
Nesse ponto ele invoca Deleuze, que escreveu: "Se você está preso no sonho de outro, está perdido".  E lembra que aqueles que protestam contra a China "estão certos quando contestam o lema olímpico de Pequim, 'Um mundo, um sonho', propondo, em lugar disso, 'um mundo, muitos sonhos'.  Mas eles devem tomar consciência de que estão prendendo os tibetanos em seu próprio sonho, que é apenas um entre muitos outros." 
A partir desse momento Zizek mostra seu verdadeiro alvo e passa a discutir as relações entre o capitalismo chinês e a democracia política.  Digo isso porque essa idéia de fascínio por alguém ou algo autenticamente espiritual pode ser encaixada em muitas outras situações, começando pelo bispo da paróquia. 
Qual é o problema das relações entre o capitalismo chinês e a democracia política? A combinação entre capitalismo e governo comunista teria se mostrado uma benção; com outro tipo de governo a China não estaria chegando aonde está; e nada nos garante, diz Zizek, que a prometida etapa da democracia chegará um dia. Ele conclui perguntando: que tal se a combinação entre o chicote asiático e o mercado acionário europeu se mostrar economicamente eficiente que o nosso capitalismo liberal e assinalar que a democracia, "tal como a conhecemos, não é mais condição e motor do desenvolvimento econômico, e sim um obstáculo a ele?"
Bueno, a democracia, como a conhecemos, deve ser reinventada a cada dia, não? 
Como se diz no campo, a longo prazo todos seremos chineses. Mas isso não quer dizer que todos seremos taipas.

Rolling Stone

Ainda não chegou a nova RS nas bancas. A anterior, que trouxe a ótima matéria de Márcio Rodrigues sobre o Padre Lauro, esgotou-se na maioria das bancas em apenas dois dias. Foi um rapa. Espero que disponibilizem logo o texto no sítio da revista, pois eu mesmo emprestei meu exemplar e acabei ficando a pé. O final da matéria deixou os leitores com gostinho de quero mais. Márcio estudou aqui no Curso de Comunicação Social e pelo comentário dos professores entrou para a lista dos melhores que por ali passaram. Quem sabe daqui a alguns tempos o Márcio volta para continuar a história que ele começou a contar sobre o guru do recanto.